o desenhista, que é escritor, observa e retrata a parade americana. (será ele, então, um retratista?)
eu, mera transeunte, talvez também uma desenhista das palavras que escreve o mundo como convém ao momento, sento na mesa da calçada do bar e retrato a parada carioca.
não uso papel, mas o olho da memória e a máquina cerebral de registro de imagens, dos sons, dos movimentos. é a parada carioca no suposto inverno carioca. e ela acontece na calçada, mais do que na rua.
queria eu traçar linhas que de tão fortes e vivas pudessem se confundir com frases, tanto que pudessem ser poesia impressa numa folha de papel.