sexta-feira, 10 de abril de 2009

fadinha e elfo da floresta


minha prima marina é uma fadinha que virou fada e agora está pintando e bordando em paris. ela é minha prima, minha amiga pra sempre, um pedaço bem gostoso e recheado de coisas lindas da minha família.
anda pelas ruas da cidade luz a pintar e sonhar, imprimindo às telas de papéis dos mais variados e sofisticados tipos desenhos incríveis, oníricos e muito, mas muito, coloridos. com cores de paixão, amor, alegria e tristeza também, mas principalmente com cores de quem está descobrindo mais o mundo que habita, de quem ama a vida e generosamente devolve à ela o que tem de bom dentro de si.
amo muito a má.
olha a cara de fadinha que ela tem desde pequena. e o flávio parece que acompanhou a irmã: cara de elfo da floresta!
amo os dois, demais.

terça-feira, 7 de abril de 2009

é tão engraçado viver e sentir e ver a vida se tornando mais complexa e ao mesmo tempo mais boba. os projetos, responsabilidades, encontros e eventos parecem tantos, mas as coisas cada vez menos têm aquela força... não sei. não estou falando da força da juventude, porque esta é poderosa e ainda vigora, mas daquilo que escapa mais fácil entre os dedos e se esparrama. na verdade, mais tempo desse viver inundado traz mais dúvida e desconforto e junto com tudo isso, emoção de ser cada vez mais, de sentir cada vez mais fundo e ficar cada vez mais longe de tudo que foi. tem uma sensação que ronda o corpo e os pensamentos; é meio densa e escorregadia, mas é também de uma cor quase sem cor que inunda. inundar a vida de mais vida. é isso. a existência nossa tem bastante disso, de inundar os dias e as horas, no sonho, no banho, com a panela vazia sobre o fogão sujo do domingo. inundação cotidiana.