a minha amiga me disse que se preocupa em postar textos longos em seu blog. eu, ao invés, disse que fico encanada em postar pouco texto, coisas curtas. aí conversamos e na verdade a angústia se sustenta na premissa de todo blog: ele tem que ser interessante ao leitor, já que é mais do que um caderno que você guarda na gaveta; está na rede para ser lido e fuçado, por isso deve instigar o olhar do outro, por isso só se completa com o olhar do outro e a sua leitura ou passada de olho. falar muito de alguma coisa ou escrever pouco sobre outra pode extrapolar a medida do interesse daquele que está, junto com você (o escritor do blog, no caso) na rede, vagando em busca de algo que o instigue. e você está ali (ou aqui) maquinando internamente (mas, veja, não só internamente, pois somos olho pra fora e tato nas coisas) aquilo que se quer de alguma forma ser concreto, mesmo que nas palavras. é quando você descobre que nas palavras o mundo ganha forma e som. é quando passa aquela agitação que incomodava e aparece o texto, curto ou longo, na tela luminosa à sua frente.
segunda-feira, 30 de março de 2009
a minha amiga me disse que se preocupa em postar textos longos em seu blog. eu, ao invés, disse que fico encanada em postar pouco texto, coisas curtas. aí conversamos e na verdade a angústia se sustenta na premissa de todo blog: ele tem que ser interessante ao leitor, já que é mais do que um caderno que você guarda na gaveta; está na rede para ser lido e fuçado, por isso deve instigar o olhar do outro, por isso só se completa com o olhar do outro e a sua leitura ou passada de olho. falar muito de alguma coisa ou escrever pouco sobre outra pode extrapolar a medida do interesse daquele que está, junto com você (o escritor do blog, no caso) na rede, vagando em busca de algo que o instigue. e você está ali (ou aqui) maquinando internamente (mas, veja, não só internamente, pois somos olho pra fora e tato nas coisas) aquilo que se quer de alguma forma ser concreto, mesmo que nas palavras. é quando você descobre que nas palavras o mundo ganha forma e som. é quando passa aquela agitação que incomodava e aparece o texto, curto ou longo, na tela luminosa à sua frente.
quinta-feira, 26 de março de 2009
luna blu
o cartão de crédito não era aceito, mas a lua continuava grande e pela metade. e azul.
com o aumento da indignação pelo motivo grave de não possuir mais crédito na instituição bancária o italiano parecia sair com mais precisão e riqueza. palavras seguidas de palavras, pausas, palavras, gestos, mãos, mais palavras. a máquina insistia em anunciar a impossiblidade da compra e se deu por vitoriosa sobre mim. a máquina contra mim. no sonho suave da lua azul e branca.
era azul mas não era inteira. ficava meio que deitada numa linha de horizonte como o do mar, com ondas pequenas e também suaves. os meus olhos viam a nitidez de sua separação do mar, da água. ela que nos meus olhos eu sentia, assim, como quando a gente mergulha e vê o fora e o dentro do mar... era cristalina, a lua azul e branca e brilhava muito na noite-dia-noite do meu sonho.
quinta-feira, 12 de março de 2009
paisagem na tela

e eu fiquei com uma vontade de escrever no blog, assim, muita. e nao me veio o que escrever. fiquei pensando, pensando, pensando... o álcool já ía embora do corpo cansado e meio fraco, mas a bolacha que tava no pacote meio aberto ajudou a melhorar o corpo, cansado. e aquela vontade de escrever nao me largava e aí pra piorar eu lia frases e mais frases, pensamentos elaborados na tela de luz, na rede mundial de computadores e me sentia cada vez pior. as palavras simplesmente nao me pertenciam ou nao queriam me pertencer. porque nessas horas inclusive a palavra te abandona, te deixa ao bel prazer do tempo e do acaso, até voltar, um dia, talvez. e as pessoas íam jogando aquelas letras que formavam palavras na folha, ops, na tela branca do computador e me parecia que faziam mágica com suas idéias, seus vocabulários, seus sonhos, tanto que se transformavam em imagens, figuras, paisagens.
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